No dia 24 de Março a CódigoDesign celebra o seu primeiro aniversário.

A partir das 16:00, para receber da melhor maneira todos aqueles que connosco quiserem fazer um brinde especial, inauguramos a exposição inédita das obras escultóricas de inspiração Modernista do Nelson Silva Sousa.

Através de um cruzamento de medias de produção, estas obras abordam, simultaneamente, a componente material (ou materialista) do espírito civilizacional de uma época, e a repercussão que, diversamente, esse mesmo espírito teve na arte de então, e de agora.

Podemos avaliar com valorações opostas essas duas componentes, mas, na constituição de cada um dos instantes criativos aqui apresentados, o negativo e o positivo não se fundem numa neutralidade perceptiva, antes fundam um debate visual sobre as contradições que não são só de uma época passada, mas também do presente – talvez por, na essência, serem as contradições do humano.

Estas obras referem-se à juventude luxuriante da modernidade como origem, tanto do totalitarismo do paradigma económico (paradigma de vida, para o Homo Economicus de então) da produção/consumo-desperdício, como da libertação do pensamento que conduziu às múltiplas e inclusivas formas da arte (em geral), da escultura (em particular), e, por herança directa, do presente artístico.

Referem-se a ela também como origem e promotora do media de representação que aqui interage com a escultura para assinalar o estilhaçamento da materialidade que derivou da evolução (para o nosso presente) dessa mesma era, e que coincide, em termos formais, com o fim dessa sua primeira fase. Um meio de representação que aqui se vale da sua situação entre a cópia e a hiper-realização para sugerir à imaginação, que liberta a escultura nas suas múltiplas formas, a necessidade de reciclar o entulho que resultou dessa fragmentação para dar formas concretas à virtualidade generalizada actual.

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